31 – Próximo a ponte, trinta
anões em círculo gritavam apostas e insultos, no meio da roda, uma Anã vestindo
armadura pesada, escudo e espada, lutava contra um anão gigante para os padrões
da raça.
Ele devia ter trinta centímetros a mais do que
você, e pela aparência provavelmente a mãe dele tinha copulado com um troll da
caverna, mas falar isso apenas o deixaria mais bravo, coisa que não era
necessário, pois sua boca sangrava assim como seu nariz. Ele empunhava uma
machado de batalha com as duas mãos e optava por não usar armadura, era rápido,
enquanto a anã era rocha.
Com um movimento fluido ela
defendeu um golpe do machado com seu escudo, virou o corpo em um giro perfeito
e acertou a nuca do anão rival com a parte chata da espada, o adversário foi ao
chão a queda ainda custou ao anão, dois dentes que caíram quando ele se chocou
com as rochas do calçamento.
A algazarra acabou imediatamente
quando os recrutas notaram que você estava ali, rapidamente cada um achou algo
para fazer e três anões correram para levar o companheiro ferido para os
clérigos do quartel.
A Capitã Vistra fitou brevemente
seus olhos e analisou friamente seu corpo, ela sabia do que você era capaz, já
tinha visto você tomando algumas surras e até dando uns bons golpes nos treinamentos,
mas isso fazia um bom tempo. Ela abriu um sorriso cheio dentes e disse: Bem
vindo príncipe, a que devo a visita nesse belo dia, será que você por um acaso
vai comandar um exército contra um vilarejo duergar?
Você abre seu melhor sorriso e
confirma com a cabeça, ela respira fundo e explica as duas opções de ataque: se
você quiser optar pela velha e boa força da parede de escudos vá para o número
07. Se preferir destruir tudo
rapidamente e quer usar os bodes montanheses em uma carga alucinada vá para o
número 17.
